Em 1987, com a Convergência Harmónica, a Humanidade deu o seu grito de liberdade, manifestando a sua disponibilidade para a mudança, para deixar cair os velhos padrões de pensamento e, consequentemente, de criação. Este grito foi ouvido por toda a hierarquia espiritual designada para o nosso planeta e não se fizeram esperar as mudanças.
Em 1989 dá-se a queda do muro de Berlim, o primeiro sinal de libertação e de liberdade e nestes últimos 20 anos muitas nações e povos têm vindo a tornar-se livres. A última onda de liberdade foi ainda este ano com a denominada “Primavera Árabe”.
Mas as manifestações não se ficaram somente pelo político e social, têm ocorrido transformações ao nível económico e financeiro, mas mais importante do que isso, ao nível do corpo do próprio planeta Terra: terramotos, furacões, alterações climáticas, mudança dos pólos magnéticos, diminuição da força magnética da Terra, etc.
Mas como em 20 anos pode ocorrer tanta transformação? Quais as origens e consequências de tal processo?
Toda a transformação começa na mente. Ao mudarmos a forma como pensamos, estamos a transformar a nossa realidade. Mas podemos pensar: é uma minoria o número de pessoas que têm mudado. O que podemos dizer é que a Luz absorve as trevas e as trevas nada podem contra a Luz. Uma pequena Luz ilumina uma grande área, desta forma, um humano portador de um mínimo de Luz pode equivaler a cerca dez humanos que ainda não manifestaram a sua Luz. Também, quanto mais Luz é manifesta mais e melhor vemos aquilo que precisamos trabalhar e mudar, daí que nos últimos anos a transformação se tem acelerado, porque o número de humanos que acenderam a sua lanterna tem aumentado e este tem sido um efeito em cadeia, mostrando-nos a desordem em que vivíamos.
Isto é o que se passa ao nível externo de cada um de nós. Mas, de acordo com a lei hermética que diz : em cima como em baixo e dentro como fora, nada se passa no exterior que não se passe no interior. Se queremos saber o que se está passando dentro de nós, olhemos para o que está acontecendo com o planeta. Assim temos terramotos, furacões, alinhamentos energéticos e magnéticos, alteração do funcionamento da mente, libertação de velhas formas de pensar, sentir e agir; libertação do apego ao físico, material, emocional, etc. dentro de nós. Todas estas transformações estão inseridas no chamado processo de ascensão individual.
A ascensão individual provoca alterações profundas no nosso corpo mental e emocional, podendo também se fazer sentir no corpo físico. No entanto, quando sentimos que está sendo demasiado pesada ou acelerada a transformação, de forma a que nos é difícil sentirmo-nos bem física, emocional e psicologicamente, então devemos pedir à nossa Alma e à nossa Poderosa Presença do Eu Sou que abrandem o processo, de maneira a permitir aos nossos corpos inferiores tempo e espaço para uma perfeita assimilação e integração da energia.
Concretamente o que é a ascensão? A ascensão não é nada mais do que a descensão dos nossos corpos superiores – primeiramente a Alma e depois a Poderosa Presença do Eu Sou – sobre o corpo mental, emocional e sobre o veículo físico. As transformações mais difíceis e mais “pesadas” ocorrem na primeira fase da ascensão, em que a Alma desce sobre os corpos inferiores e os “absorve”. É um processo místico, isto é, os corpos inferiores não desaparecem, mas passam a ser completamente regidos pela vontade da Alma. Segundo o mestre ascensionado Djwhal Khul, pode definir-se este processo em quatro etapas que ele denomina de iniciações:
- O domínio e a mestria do corpo físico;
- O domínio e a mestria do corpo emocional;
- O domínio e a mestria do corpo mental;
- “A crucificação” e descida da Alma sobre os corpos inferiores.
Na quarta iniciação dá-se a libertação de todos os apegos. É chamada misticamente de crucificação por analogia ao que se passou com o mestre Jesus, em que mesmo crucificado ele entrega sua mãe a João e João à sua mãe; perdoa a todos por terem agido na ignorância e no medo e entrega-se completamente a Deus. Na nossa vida isto ocorre também e é dos níveis mais difíceis de se transpor, é um verdadeiro teste de libertação e de entrega a quem realmente somos. Se as três etapas anteriores tiverem sido bem integradas a quarta será mais leve e mais fácil, se não será uma autêntica “via dolorosa”. Mas como já dissemos, nós é que estamos no controlo, apesar de termos mestres do plano espiritual que nos auxiliam no processo eles nunca irão além da nossa vontade, nem mesmo a nossa própria Alma e a Poderosa Presença do Eu Sou, daí que podemos sempre pedir para abrandar o processo e quando não estamos conseguindo passar para uma etapa seguinte, devemos questionar a nossa Alma e Poderosa Presença do Eu Sou sobre o porquê… sobre o que temos que fazer ou deixar de fazer… sobre o que temos que ser ou deixar de ser para que superemos essa etapa. Posteriormente temos mais 3 etapas:
5. A completa integração da Alma e “absorção” dos corpos inferiores e da personalidade e o início da descensão da Poderosa Presença do Eu Sou;
6. A “absorção” da Alma pela Poderosa Presença do Eu Sou – a ascensão.
7. A completa integração da Poderosa Presença do Eu Sou.

A partir da conclusão da sexta iniciação a pessoa é considerada mestre/a ascensionado/a, mas somente a partir da décima-segunda é que é considerada mestre/a ascensionado/a plenetário/a, participando activamente nos concílios da hierarquia dos mestres ascensionados do plano interior para o nosso planeta.
Com a conclusão da ascensão (final da sétima etapa) a Poderosa Presença do Eu Sou (Pai-Mãe da Alma) “habita” completamente todo o veículo físico e corpos inferiores. A partir daí o iniciado é a manifestação física da Alma e do Espírito.
Há aqui dois pontos importantes a referir sobre a sexta e a sétima etapas:
- No decurso da sexta iniciação o iniciado deve afirmar em alta voz se pretende ou não conservar o seu veículo físico aquando da ascensão. Se optar por não manter o corpo físico, o iniciado libera-o e passa para o plano espiritual. Esta opção é cada vez menos utilizada, optando os iniciados por permanecer na Terra a serviço da hierarquia, preparando e manifestando o regresso do Cristo. Enquanto o iniciado não faz essa afirmação o processo de ascensão e finalização da sexta iniciação não ocorre. Também é comum o iniciado, de um a três dias antes de se dar a ascensão, sonhar que morre. Em geral essa “morte” desencadeia-se a partir de um dos chakras principais, que é o chakra “director” dessa pessoa.
- No decurso da sétima iniciação o “pequeno” mestre deve escolher qual o caminho de evolução superior que pretende seguir. Esta afirmação deve ser feita em voz alta e, tal como na etapa anterior, não conclui esta sem fazer esta escolha. Segundo Djwhal Khul, há muitas opções, das quais podemos destacar:
- O Serviço terreno de apoio aos humanos;
- O serviço terreno de apoio ao planeta e aos elementos planetários;
- O caminho do logos planetário;
- O caminho do logos solar;
- O serviço magnético e energético;
- O caminho da filiação absoluta;
- O serviço dos Raios;
- O caminho de Sírio;
- Outro que intuitivamente a Poderosa Presença do Eu Sou poderá manifestar em meditação ou de outra forma.
Algo que nunca deveremos esquecer e ter sempre em conta:
- Nas primeiras 4 etapas o nosso mestre e guia principal é a Alma;
- A partir da quinta, o nosso guia e mestre é a nossa Poderosa Presença do Eu Sou.
Vemos que muitos se voltam para os mestres e que eles façam e fazem isto e aquilo, mas esquecemo-nos de quem é o verdadeiro mestre, cuja vontade os mestres ascensionados respeitam. Deixo aqui um exemplo: após ter concluído a décima-segunda iniciação, que senti de forma extraordinária, como se tudo deixasse de existir, como se um oceano se tivesse transformado num pequeno lago quieto e sereno, eu afirmei: “Agora tenho mais tempo, posso continuar a fazer o meu percurso mais lentamente”. A partir daí parecia-me que a energia tinha desaparecido, a minha percepção dos mestres e da sua energia tinha sido profundamente atenuada. Passadas cerca de três semanas eu questionei a minha Poderosa Presença do Eu Sou e os Mestres sobre o porquê de me estar sentido assim e a resposta foi pronta: “Não disseste que agora tens tempo? Então não há mais necessidade de um trabalho mais intenso da nossa parte.” Nessa hora afirmei em voz alta: “Não! Eu quero continuar no mesmo ritmo de antes e quando não estiver conseguindo eu peço para abrandar.” Naquele momento fui inundado com uma enorme efusão de energia e de amor que me emocionou de tal forma que as lágrimas começaram a correr dos meus olhos. Tudo voltara a ser como antes.
Para finalizar, o processo de ascensão não termina aqui. É uma longa escada – segundo Djwhal Khul tem 352 degraus – que tem que ser subida até à plena fusão com a Fonte Original. Nem mesmo o nosso logos universal (o director deste universo) alcançou ainda o 352° degrau. Então se subirmos os 6 primeiros degraus, já muito fizemos, mas muito ainda há para caminhar. Muitos se têm deixado fascinar porque já atingiram determinado nível e esse fascínio leva-os a parar na escada.
Não olhemos para o que alcançamos, olhemos para o caminho que temos à nossa frente e como poderemos fazê-lo ajudando outros a fazê-lo também.
Assim é!





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